Fazendas Urbanas

Falamos nessas últimas semanas sobre diversas tendências que vão marcar os próximos anos do mercado de A&B. Mas, além delas, também queremos falar do que ainda está em alta, das novidades que superaram a moda e continuam presentes. 

Uma das abordagens que surgiu há um tempo – e continua ganhando espaço e evoluindo – é a implantação de fazendas urbanas.

O Brasil passou por rápida urbanização durante a metade do último século e a proporção de pessoas vivendo em cidades pulou de 36% em 1950 para 87% atualmente (ONU). A ONU projeta que em 2050 essa porcentagem chegará a 92,4%. Com as cidades apinhadas de gente, aumenta a demanda pela produção e transporte de comida do campo para os grandes centros, o que afeta não só a qualidade dos ingredientes, mas também a sustentabilidade dos negócios. 

Reaproximando pessoas e alimentos

Horta das Corujas – Espaço comunitário na Zona Oeste de São Paulo

Essas preocupações deram origem às fazendas urbanas, novos formatos de plantações que se integram às cidades e utilizam menos água e terra no plantio.

As fazendas urbanas seguem em alta por encurtarem a distância entre o produtor e o consumidor. Menos transporte é necessário para que o alimento chegue até a mesa, assim podemos consumir produtos mais frescos e de maior qualidade.

Sem falar no impacto que isso traz para as cidades: mais verde em espaços urbanos e mais reaproveitamento de lugares que poderiam estar abandonados. Em São Paulo é possível encontrar hortas comunitárias em parques ou pátios dos prédios, como a Horta das Corujas. Construída em uma praça na Vila Beatriz, a horta comunitária é aberta ao público que quer participar do plantio, além disso o espaço também é utilizado para projetos educacionais.

Hortas hidropônicas

Horta com tecnologia de machine learning da Farmshelf

Em poucos anos, veremos a popularização das fazendas urbanas, com plantações verticais e hidropônicas. Lojas como a Ikea e empresas como a Urban Cultivator já oferecem kits para quem quer montar uma pequena plantação em casa.

Empresas como a Infarm e a Farmshelf, por exemplo, combinam tecnologia, design e facilidade de uso para trazer as hortas para dentro de restaurantes, supermercados e universidades. Aqui no Brasil temos a Fazu, uma startup da Zona Sul de São Paulo que conecta pequenos produtores de hortaliças. Os pedidos podem ser feitos por meio do site ou aplicativo, e a entrega é feita menos de duas horas após o alimento ser colhido. 

Acreditamos que esse movimento tende a se prolongar e evoluir ainda mais. Quem sabe no futuro a gente consiga plantar em casa boa parte dos vegetais que consumimos!

comportamento, tendências, muita comida e bebida.

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